terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Workshop de Iniciação ao Diário Gráfico

Clique no documento para o visualizar melhor
É tempo de ir para a rua desenhar
Workshop sobre Diários Gráficos acontece no Sábado, dia 10 de Março de 2012, com concentração às 10,00 horas na Casa Amarela, rua 5 de Outubro nº 52 em Alhos Vedros.

É já no dia 10 de Março, Sábado, que uma nova forma de arte chega à margem sul, concretamente à vila histórica de Alhos Vedros. O movimento do Urban Sketching, em plena expansão em Portugal, está a ganhar terreno na Internet e na rua, com a "invasão" destes desenhadores do quotidiano, que registam a realidade nos seus cadernos e têm um manifesto colectivo próprio.

O workshop é promovido pela CACAV. Circulo de Animação Cultural de Alhos Vedros  e Urbansketchers Portugal. O formador será Mário Linhares, designer de profissão e professor. Entusiasmado pelo registo da realidade no meio simples do caderno, é um dos promotores do muito participado blogue dos urbansketchers portugueses, também denominados "desenhadores do quotidiano". Tem realizado workshops e formações sobre diários gráficos e promovido sessões de urbansketching por todo o país, proporcionando a dezenas de pessoas a redescoberta do prazer de desenhar.

Todas as informações e inscrições devem ser efectuadas para: linhares.mr@gmail.com, e o valor da inscrição é 20,00€ (Inscrições até ao dia 8 de Março de 2012)
A direcção da
CACAV. Círculo de Animação Cultural de Alhos vedros

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Dedicatória a Agostinho da Silva, na data do seu aniversário

A CACAV. Círculo de Animação Cultural de Alhos Vedros endereça-vos um convite para participação na Dedicatória a Agostinho da Silva, com leitura das "Ultimas Cartas de Agostinho", de poemas e outros textos.

"Do que você precisa acima de tudo, é de não se lembrar do que lhe disse, nunca pense por mim, pense sempre por você (...)
Agostinho da Silva

Dia 13 de Fevereiro (Segunda-feira), pelas 21,30 horas na Casa Amarela, rua 5 de Outubro nº 52 em Alhos Vedros.
Passe a palavra a outros amigos e compareça!

A direcção da
CACAV. Círculo de Animação Cultural de Alhos Vedros

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Corpos Sociais da CACAV. Círculo de Animação Cultural de Alhos Vedros (Biénio 2012-2014)

Clique no documento para o visualizar melhor

Após Assembleia Geral Ordinária efectuada na Casa Amarela no dia 26 de Janeiro (Quinta-feira) pelas 21,00 horas, foram eleitos os Corpos Sociais da CACAV. Círculo de Animação Cultural de Alhos Vedros para o Biénio 2012-2014, cuja composição se expressa no documento em referência.
Mais se informa que na mesma reunião foram delineados os traços gerais do Plano de Actividades para o ano de 2012, que como já vem sendo hábito anualmente vai ter mais uma vez a colaboração de vários amigos e sócios da CACAV com a apresentação e introdução de novas ideias, de forma a enriquecer aquele documento, cujo conteúdo e proposta final irão ser divulgados oportunamente a toda a população e ao Movimento Associativo do nosso concelho.

A Direcção da
CACAV. Círculo de Animação Cultural de Alhos Vedros

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Atelier de Artes Decorativas na CACAV

Clicar no documento para o visualizar melhor

No âmbito do Projecto da Oficina D'Artes, a CACAV. Círculo de Animação Cultural de Alhos Vedros vai iniciar em breve mais um Atelier, desta vez relacionado com a formação na área das Artes Decorativas.
O Atelier de Artes Decorativas irá funcionar às Terças-feiras das 15,00 às 17,30 horas, ou aos Sábados, das 16,00 às 18,30 horas, estando as inscrições já abertas para todos os interessados.
Também no âmbito da Oficina D'Artes, irão iniciar-se no mês de Março aulas de Yoga, mas ainda com a data de início e horários por definir.
Para a obtenção de outras informações adicionais relacionadas com ambos os atelieres, contactar para:
Telefone: 212020157
Telemóvel: 967747637

A Direcção da
CACAV. Círculo de Animação Cultural de Alhos Vedros

domingo, 22 de janeiro de 2012

O Ajuda (conto de José Carrilho)


O ajuda
Enrosquei-me. Puxei os trapos que faziam as vezes dos cobertores e aconcheguei-me melhor. Fingi não ouvir. Qual despertador? «Aquele maldito galo, ainda um dia destes lhe torço o pescoço» sentenciei para comigo
Minha mãe não esteve pelos ajustes, lá do seu canto, bradou: «Zé… tás ouvindo? O galo da Chamiça já cantou!» Maria Chamiça era a nossa vizinha do lado. Criava umas galinhas que de dia andavam à solta ali pelo terreiro e à noite recolhiam a um improvisado galinheiro nas traseiras do casebre. Era tão pobre quanto nós.
— Já vou – respondi — um frio de rachar... só mais um bocadinho... 
Dai a pouco, minha mãe voltou à carga: «Zé, tá na hora... Olha para o que te havia de dar?! Olha qu’isto… tal não é a preguiceira que ai vai.» Depois, mais serena, implorando: «Levanta-te filho… tem que ser…»
Não havia outro remédio. Pés no chão, enfiei à pressa as velhas calças e deitei a jaqueta pelos ombros. [De tão grande, aquela jaqueta parecia um sobretudo. Meu pai tinha-a comprado pelo Santo Amaro. Nem a chegou a estrear... morreu dai a pouco tempo... Tinha eu feito… sete anos... (Ora eu faço anos em Março, deixa cá ver Zé, deixa cá ver... Foi aí pelo cabo de Abril.) Morreu por causa d'umas febres, dessas febres manhosas que matam os pobres.]
Agarrei no farnel que minha mãe preparou e botei os pés ao caminho. Literalmente os pés. Sapatos eram indumentária que na época não faziam parte dos meus usos. Calcei as primeiras botas, no dia em que tirei sortes... [Fiquei tão satisfeito com elas (emprestou-mas meu tio) que andei rua abaixo, rua acima… Arrastava os pés... para ver se alguém olhava. Apenas a Maria reparou... «Que belo par de botas Zé! Onde é que as arranjaste?» Casamos dai a uns anos. Ela, toda bem arranjadinha – Estava tão bonita a minha Maria! – eu, com um fato que me emprestou meu tio Filipe… Nesse dia, à tarde, ainda fui à azeitona por conta do Mendão.]
Alguém tem que sustentar a casa, desde que meu pai morreu, vivíamos da caridade duns e de outros. Por mor dessa caridade nasceu a minha irmã mais nova. A minha mãe ajustou-me trabalho com o Tonho de Má Raça. Má Raça era, por esse então o maioral das vacas da Herdade da Melriça e constou-se que estava precisando de um ajuda.
Ainda hoje me lembro bem. Fomos os dois, eu e a minha mãe, a casa dele. Morava no Canto da Aldeia, ali para os lados do Penedo Monteiro. Chegamos, minha mãe bateu à porta, apareceu a mulher: «Atão, ó que vens Ana?» Ana era o nome de minha mãe, que sem responder, logo perguntou: « cá o teu home
Que não estava — disse a dona da casa — «Ele anda cas vacas da Melriça e só vem a casa pró cabo do mês...»
Minha mãe explicou ao que íamos.
— Fica descansada que logo que o mê home venha eu falo com ele e do que houver, mando recado.
Minha mãe desfez-se em agradecimentos, depois pegou-me na mão e voltamos para casa. Pelo caminho ainda me disse: «, olha co Tonho de Má Raça, tem este anechim mas não é má diabo, se te portares bem, ele faz de ti um homem»
Ui... que frio... Um manto branquinho cobria os caminhos. Dali, do Cipresteiro onde morávamos, eu, as minhas irmãs e a nossa mãe, até à Melriça ainda é longe...
O melhor é correr, pensei. Correndo enganamos a geada e espantamos o frio...
Já não sentia os pés quando avistei umas vacas enroscadas debaixo dum chaparro. Com o auxílio de umas pedras enxotei-as… Estava tão morninho aquele pedaço de chão... Enrolei-me na jaqueta de meu pai e tentei agarrar o quentinho...
Já o Sol ia alto, quando acordei... Corri o mais que pude para a Melriça... Esbaforido, procurei ao caseiro pelo maioral das vacas.
— O maioral… olha rapaz já faz tempo que daqui saiu… a estas horas já deve ir chegando à barragem.
Perplexo questionei: Atão e agora? Eu vinha trabalhar com ele… sou o ajuda
Virou-me as costas e por entre dentes murmurou:
Atão agora… Olha, voltas para d'onde vieste que ele logo arranja quem chegue a horas...
— Deixei-me dormir senhor…Estava tanto frio que não era capaz de andar… Adormeci…
— E que não tenha frio. Concluiu o caseiro.
José Carrilho
Castelo de Vide, Janeiro de 2006

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Exposição Sobre a Natureza Morta. Fundação Calouste Gulbenkian. Lisboa

VISITA À EXPOSIÇÃO COLECTIVA DE PINTURA NA Fundação Calouste Gulbenkian em LISBOA

SÁBADO DIA 7 DE JANEIRO de 2012
Saída de Alhos Vedros às 14,45 horas com concentração junto à Casa Amarela - Rua 5 de Outubro, nº 52
Numa primeira iniciativa de 2012, vamos realizar uma visita à Exposição "A PERSPECTIVA DAS COISAS DA NATUREZA-MORTA NA EUROPA (1840-1955)", onde estão presentes grandes autores de meados do século XIX e século XX (Claude Monet, Édouard Manet, Picasso, Fernand Léger, Georges Braque entre outros.
Nota: O transporte será efectuado em carros particulares. Quem necessitar de lugar deverá contactar através do e-mail: cacav@cacav.org
A direcção da
CACAV. Círculo de Animação Cultural de Alhos Vedros
Quadro: Natureza Morta. Paul Cézanne (1839-1906)